2011


23/12/2011Observação do cometa Lovejoy


Relatório e fotos desta observação em breve.




12/05/2011Observação Pública - Parque Ambiental de Ponta Grossa (Projeto: Telescópio na Praça)
Relatório por Mauricio José Kaczmarech


A observação do céu aberta ao público, também conhecida por projeto "Telescópio na Praça", foi realizada novamente em 12 de maio, tendo por local o Parque Ambiental no centro de Ponta Grossa. A atividade iniciou ao anoitecer, mais precisamente às 18 horas e se extendeu até se extinguir a presença de visitantes, o que aconteceu por volta das 22:00 horas. Centenas de pessoas participaram do evento, não só observando, mas também buscando conhecimentos astronômicos. Os objetos de destaque da observação foram a Lua crescente, Saturno e Alfa Centauro, dentre outros objetos.

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08/03/2011 - Observação na chácara do Sr. Aroldo Garbuio
Relatório por Carlos Geovanni Chrestani


A forma inusitada com que acontece nossas observações já não nos surpreende. É a seleção natural. Só poderemos sobreviver ao clima princesino se nos adaptarmos a ele, se seguirmos suas regras. E a regra básica é: aproveite as oportunidades. A comunicação se fez rápido e, meia hora depois, todos já estavam prontos para seguir rumo ao observatório natural, onde poderíamos desfrutar por algumas horas de seu límpido: a chácara do Sr. Aroldo Garbuio.

Compareceram os confrades Maurício, Osvaldo, Sérgio, Carlos e Adriano. Faltou somente o confrade Cristopher, que por motivos de força maior não pode comparecer. Quase todos os membros chegaram ao mesmo tempo. Nuvens baixas eclipsavam o sol poente que as atravessava com seus raios dourados, deixando o horizonte oeste na tonalidade sépia. Pássaros desconhecidos celebravam o final do dia dando rasantes sobre as nuvens de insetos que pairavam sobre as nossas cabeças.

Na rodovia, o fluxo contínuo de luzes vermelhas ruborizava a vegetação, deixando-a mais hostil aos olhos pacíficos.

Qual foi a nossa surpresa quando vimos o confrade Osvaldo montando um telescópio dobsoniano SkyWatcher, de 150 mm de abertura e f/D 8. Todo equipamento é bem-vindo e, estando este praticamente virgem, não nos faltou vontade de pô-lo a prova.

Assim que o disco solar mergulhou, Júpiter surgiu imponente a aproximadamente 15 graus do horizonte oeste. Atacamos sem demora. Os telescópios SkyWatcher (150 mm e 300 mm) mostraram a que vieram, e nos apresentaram imagens espetaculares das faixas coloridas da densa atmosfera do planeta, somente atrapalhadas pelo tremular constante da instável atmosfera terrestre e do vento fustigante que assolava o topo da colina onde nos encontrávamos. As quatro principais luas apresentavam-se esplendorosas, principalmente Calisto, que se inclinava um pouco ao norte em relação às outras três.

A Lua Nova exibia sua foice branca manchada de cinza, cicatrizes profundas das pelejas de outrora. Os canhões ópticos foram lançados sobre ela, nossa próxima vítima. Com o olho na ocular, tínhamos uma visão tridimensional das áreas próximas à sombra, marcada pelo relevo acidentado. Adentrando à penumbra, picos brilhantes fulguravam com a luz do astro rei, futuras instalações humanas. Pelo resto da noite ela nos serviu como gueixa nas nossas taras científicas.

O Cruzeiro do Sul erguia-se lamurioso, circunavegando o polo celeste. A Grande e a Pequena Nuvem de Magalhães ludibriavam nossas mentes ainda descrentes de sua natureza. Nuvens, sim. Nuvens de poeira cósmica, gases estelares, brigadas de mundos e, quiçá, civilizações.

A constelação de Touro, límpida, nos mirava através de seu gigante olho, Aldebaran. Próximo à ponta de um dos chifres estava a difusa, mas não menos bela nebulosa do Caranguejo, ou M1. Durante a observação, levantamos a possibilidade de o astrônomo francês ter inicialmente considerado M1 como um cometa. Notando que não errava pelo céu, catalogou-o como objeto do espaço profundo.

Logo depois nos aventuramos na caçada da nebulosa do Esquimó (NGC 2392), na constelação de Gêmeos. Não obstante buscarmos exaustivamente, nada encontramos. Além de tênue, a nebulosa planetária apresenta magnitude 9, o que tornou sua localização manual impossível. O mesmo aconteceu com a Nebulosa da Roseta (NGC 2246), em Monoceros.

Como sempre, os objetos mais luminosos foram explorados com entusiasmo. Nebulosa de Órion (M42), Aglomerado do Presépio (M44), Ômega Centauro, 47 Tucanae (NGC 104) e Caixa de Jóias (NGC 4755).

A grande surpresa da noite foi Saturno, que nasceu próximo das 21 horas (Brasília). Mesmo com a desvantagem do horizonte leste, trêmulo e poluído, conseguimos distinguir com perfeição o espaço entre os anéis e o planeta. Titã destacava-se ao lado do gigante, juntamente com Rhea, plácida sobre o véu negro.

Por falta de contribuição meteorológica abandonamos os astros, velados pela fina camada de nuvens que se espalhou por toda a abóbada celeste. Relutantes, recolhemos os equipamentos e com pesar deixamos o posto avançado de observação, felizes com o breve espetáculo.

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2010


02/11/2010 - Observação na chácara do Sr. Aroldo Garbuio
Relatório por Cristopher Hans Margraf


Esta foi a última boa observação em grupo que conseguimos realizar no ano de 2010. Como de costume em nossa região, ela teve que ser realizada sem agendamento e assim nem todos os sócios puderam comparecer. Estavam presentes na observação Sergio, eu (Cristopher), Maurício e Osvaldo.

Os únicos instrumentos disponíveis eram o meu telescópio 130mm e um binóculo de grande porte 25x100 de Sergio Carbonar. Foram observados muitos objetos novos e alguns alvos difíceis, como o aglomerado globular NGC 288 (magnitude 8.1) e a fraca galáxia NGC 247 (magnitude 9.1), cuja observação me surpreendeu muito, pois não achei que conseguiria identificá-la com meu humilde 130mm.

Outros objetos de destaque foram as nebulosas planetárias. M27 com magnitude 7.3 mostrou-se interessantíssima ao telescópio, e fiquei muito feliz de conseguir observar a Nebulosa da Hélice, NGC 7293 (que é famosa na internet como o “Olho de Deus”), principalmente depois de meu amigo Sergio Carbonar me explicar que, apesar dessa nebulosa ser razoavelmente brilhante e de ser a mais próxima da Terra, ela se expande por uma área grande no céu, o que diminui em muito o brilho de sua superfície e torna a sua identificação desafiadora. Evidentemente, em meu pequeno telescópio ela se mostrou apenas como uma mancha, mas só de conseguir identificá-la já valeu a pena!

Em suma, foi uma boa observação, apenas foi uma pena não termos a disposição na ocasião um telescópio de maior porte para observarmos com detalhes mais finos estes objetos mais difíceis. Isso terá de ficar para uma próxima oportunidade...

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07/08/2010 - Observação no Aeroporto Santana
Relatório por Carlos Geovanni Chrestani


A idéia de fazer uma observação no sábado partiu de forma despretensiosa, esperando, em realidade, uma negação de meu superior. Mas o fato foi que eu ateei o fogo da vontade de contemplar os astros em meus confrades, e tive que arcar com as consequências, que não poderiam ser melhores.

Chegamos no Aeroporto Sant'Anna com o Sol tocando o horizonte oeste, se escondendo para lá dos meandros do Tibagi, uma poncã gigante sendo oferecida aos amigos orientais que entravam no novo dia. Estudamos o terreno para que nada nos surpreendesse quando estivéssemos velados pela luz das estrelas (para saber mais sobre o episódio da cobra, leia o relatório da observação do dia 21/03/2010 mais abaixo).

Felizmente, nada de surpreendente aconteceu, a não ser o aparecimento de um telescópio de 250 mm, SkyWatcher, que nos deixou consideravelmente felizes. O Sr. Arnaldo, amigo do confrade Osvaldo (que possui muitos amigos com nomes semelhantes), o adquiriu há algumas semanas e nos brindou com excelentes imagens da Eta Carinae, Galáxia do Sombrero, M3, M8, M6, Mercúrio, Vênus, Saturno, Marte, Urano e um espetacular Júpiter, com excepcional visão das faixas que adornam o gigante gasoso.

Iniciamos o desmonte dos equipamentos influenciados pela aproximação da bruma que pairava sobre os charcos à nossa volta. Nossos binóculos ficaram inutilizados com a membrana aquosa da condensação, assim como as lunetas buscadoras. Relutantes, fomos vencidos pelo cansaço, frio, fome e, nesse dia especial, pela umidade. Mas, como tantas outras, essa foi mais uma observação memorável que a SPCA pode realizar.

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Apêndice por Cristopher H. Margraf: No dia 12 realizamos mais uma observação no Aeroporto, com o intuito específico de fotografar a conjunção, porém poucos membros da SPCA puderam estar presentes. Em breve as fotos deste dia também estarão disponíveis.


03/07/2010 - Observação na chácara do Sr. Aroldo Garbuio
Relatório por Cristopher Hans Margraf


No sábado dia 3 de julho realizamos a melhor observação que já fizemos na chácara. Todos os membros da SPCA estavam presentes; o equipamento utilizado consistia em alguns binóculos, câmeras fotográficas e três telescópios: o 130 mm de Cristopher Margraf, o 150 mm de Adriano Smolarek e o 300 mm de Sergio Carbonar. O céu estava excelente, totalmente limpo, o que é raro em nossa região, e a temperatura estava agradável, considerando a época do ano.

A noite já seria especial só pela incrível quantidade de objetos do céu profundo observados. Dentre estes o destaque ficou com quatro galáxias que nós ainda não havíamos observado; eu (Cristopher) as identifiquei primeiramente usando o binóculo 10x50 e depois o Sergio as encontrou no 300 mm, onde pudemos observá-las com detalhes incríveis. Estas galáxias são M83 em Hydra e o tripleto de galáxias em Leão, formado por M65, M66 e NGC 3628. Também foram observados alguns objetos já "velhos conhecidos" nossos, como as galáxias Sombrero (M104) e Centaurus A (NGC 5128), o aglomerado Omega Centauri, Caixa de Jóias, etc. Também foi destaque a grande quantidade de objetos Messier identificados, dentre os principais: M4, M6, M7, M8, M10, M12, M13, M16, M17, M18, M20, M21, M24, M25, M57, além é claro das já citadas M65, M66 e M104 (Sombrero). Aliás, M57, a Nebulosa Planetária do Anel, merece destaque; nunca havíamos a observado antes, mas o Sergio a identificou com o 300 mm e através do instrumento foi possível discernir claramente o formato característico de anel dessa nebulosa, que lhe dá o nome.

Mas muito além destes objetos, o grande destaque da noite foram os meteoros. Mais de 30 esporádicos foram observados, sendo que três foram excepcionais. O primeiro, às 21:28h, foi gigante, um verdadeiro bólido, com um brilho azul esverdeado tão intenso que formou um clarão que iluminou o chão e as árvores. Estimamos sua magnitude em (no mínimo) -9.0, mas pode ter sido até mais intenso, pois foi muito mais brilhante que Vênus, riscando o céu de Leste a Norte, surgindo em Sagitário e terminando na região da constelação Sagitta. O bólido queimou por uns 4 ou 5 segundos antes de desaparecer.

O segundo meteoro de brilho excepcional surgiu mais ao norte, às 22:10h; foi menos brilhante (estimamos sua magnitude em -1.0 comparando com a estrela Vega), porém mais lento e brilhou por mais tempo (aproximadamente 6 ou 7 segundos) e percorreu uns 40 graus no céu. O último fenômeno excepcional foi às 22:34h, menos brilhante que os anteriores (magnitude estimada em +0.5), mas ainda assim lento e duradouro como o anterior, brilhando por cerca de 6 segundos. Este partiu do Norte para o Leste, surgindo em Lira e desaparecendo perto do Grou.

Foi realmente muita sorte termos observado aquele bólido às 21:28h, principalmente sabendo o quão é raro conseguir observar este tipo de fenômeno (mesmo os mais experientes do grupo jamais haviam visto um bólido como este). E considerando que na mesma noite vimos outros dois meteoros bastante brilhantes, foi realmente uma observação magnífica. Que venham mais observações como esta!

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19/06/2010Observação Pública - Parque Ambiental de Ponta Grossa
Relatório por Cristopher Hans Margraf


No  dia 19 de junho finalmente conseguimos realizar uma observação pública, a primeira deste ano de 2010 (outras haviam sido programadas nos meses anteriores, mas nos dias marcados o céu sempre ficava nublado ou chuvoso). Quem participou teve a oportunidade de observar a Lua Crescente, os planetas Vênus e Saturno e vários outros objetos, através de dois telescópios de médio porte (um 130 mm de Cristopher Margraf e um 150 mm de Mauricio Kaczmarech) e um de grande porte (o 300 mm de Sergio Carbonar), além de poder esclarecer suas dúvidas sobre o universo.

Mais de 80 pessoas participaram do evento, mesmo sem divulgação, então o resultado foi sem dúvidas muito satisfatório. Ainda realizaremos várias observações públicas este ano, então fiquem atentos à seção "Novidades".

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21/03/2010 - Observação próximo ao Aeroporto Sant'Ana
Relatório por Cristopher Hans Margraf


Às 17h30min o céu de Ponta Grossa ficou bastante limpo, e assim resolvemos aproveitar e fazer uma observação de última hora. Devido a isso nem todos os sócios puderam participar. Fomos eu (Cristopher), Mauricio, Sergio e Osvaldo, levando dois telescópios, sendo um 130mm e outro 305mm, ambos F/5 da fabricante canadense Sky-Watcher. Nos dirigimos para uma área próxima ao Aeroporto de Ponta Grossa, que fica suficientemente longe da mancha urbana da cidade e onde o céu é razoavelmente bom para observações.

Ocorreu uma visita inesperada: uma cobra urutu cruzeiro, que estava a alguns metros de distância de nós, na estrada. Só tomamos conhecimento do fato quando um carro que atravessava a estrada atropelou o animal. O veneno de cobras deste tipo tem ação parecida com o da jararaca e pode levar a morte, então realmente demos sorte.

Apesar de não ter sido planejada, foi uma observação bastante proveitosa, pudemos rever velhos conhecidos como a Caixa de Jóias, o globular Omega Centauri e as galáxia Sombrero e Centaurus A, dentre muitos outros. Não foi possível observar objetos mais fracos devido a presença da Lua Crescente no céu. Também foi proveitosa a observação planetária; identificamos alguns satélites de Saturno, observamos Marte e realizamos testes de astrofotografia com os dois planetas e também com a Lua. Infelizmente tivemos que ir embora pouco depois da Lua se pôr (por volta de 22h20min), pois era um domingo e todos tínhamos que trabalhar cedo no dia seguinte (vida de astrônomo amador é assim...).

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13/03/2010 - (Tentativa de) Observação na chácara do Sr. Aroldo Garbuio
Relatório por Cristopher Hans Margraf


Esta observação foi planejada com antecedência, seria a melhor oportunidade para realizar a Maratona Messier neste ano e uma das melhores oportunidades para observar o cometa 81 P Wild, bem como para observar o céu profundo em geral. Infelizmente, o tempo que ficou excelente durante toda a semana, ficou péssimo assim que anoiteceu. Estavam presentes todos os sócios da SPCA, além de alguns amigos e colaboradores, num total de 11 pessoas (incluindo o Sr. Aroldo Garbuio e seu filho, que não aparecem nas fotos), com 5 telescópios, vários binóculos, notebook, câmeras fotográficas, enfim, tudo que seria necessário para uma excelente observação. Como o tempo ficou praticamente 100% nublado logo que o sol se pôs, não foi possível observar nada, e fomos embora pouco tempo depois (o que se revelou uma decisão acertada, pois o tempo só piorou e algumas horas depois houve chuva).

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06 a 07/02/2010 - Observação na chácara do Sr. Aroldo Garbuio
Relatório por Cristopher Hans Margraf


Primeira observação em grupo deste ano de 2010, com o telescópio 305mm f/5 de Sergio Carbonar; o telescópio 130 mm f/5 de Cristopher Margraf; e três binóculos astronômicos 10x50 sendo um de Cristopher Margraf, um de Carlos Chrestani e um de Marcelo Kaczmarech.
Foram observados muitos objetos, com destaque para as galáxias M104 (galáxia do Sombrero), NGC 5128 (a radiogaláxia Centaurus A) e Nuvens de Magalhães; os planetas Saturno e Marte (exibindo uma de suas calotas polares); as Nebulosas Tarântula (NGC 2070), Eta Carinae (NGC 3372), Chama (NGC 2024) e Orion (M42); o remanescente de supernova M1 (Nebulosa do Caranguejo); os aglomerados globulares 47 Tuc e Omega Centauri; além de inúmero aglomerados abertos.

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